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Torcida
Furia Independente
O livro está dividido
em três partes distintas
que se complementam harmoniosamente,
mas podem ser lidas em separado,
caso o leitor assim deseje
fazê-lo. Desse modo,
temos:
A Parte I aborda a sociabilidade
do ser humano que vive em
comunidades, ainda que aí
também haja os conflitos,
que podem ser superados de
maneira harmoniosa por meio
da Filosofia e da Fé.
A Parte II apresenta e comenta
o lado sombrio das torcidas
organizadas, conforme transmitido
pela mídia, via de
regra, sensacionalista. Para
comentá-lo, bem como
para aprofundar algumas reflexões
sobre a violência na
sociedade e em torno do futebol,
utilizarei também o
novo Estatuto do Torcedor,
de 2010.
A Parte III é o coroamento
do livro, pois fala da Fúria
desde a sua pré-história,
em 1994, até os dias
de hoje, passando por seus
símbolos, sedes, jogos,
presidentes, caravanas, fatos
engraçadas, alianças,
etc.
Torcidas
Organizadas em Amparo -
O
caminho da paz é possivel?
Quando o Vanderlei me pediu
para falar sobre torcidas
organizadas fiquei muito feliz,
pois, como sou um defensor
das organizadas, via, no pedido
dele, mais uma oportunidade
de falar e mostrar esse nosso
mundo e me sentiria muito
realizado se dentre os leitores
eu conseguisse mudar a opinião
de uma única pessoa.
Muitos podem me taxar de hipócrita
ou mesmo pensar que eu esteja
querendo "pagar de santo"
e não é nada
disso. Primeiro, quero deixar
bem claro que vou falar sobre
organizadas e não somente
da Dragões da Real,
do São Paulo Futebol
Clube, torcida da qual sou
o atual presidente. Quero
também mostrar a minha
experiência de 19 anos
de estádios e 14 anos
de torcida e incontáveis
caravanas para quase todo
o território nacional
e alguns outros paises.
A primeira questão
que desejo levantar aqui é
o assunto violência
e sei que é o que grande
parte dos leitores quer que
eu fale (críticos de
plantão e sociedade
pouco reflexiva), pois esse
tema é, de todos, o
mais pertinente e é
o lado (único) que
quase todos conhecem.
Já viajei muito e vi
muitas brigas e de outras
tantas também participei,
mas para os leitores, antes
que me taxem de marginal,
vândalo ou desocupado,
faço o pedido de que
usem um pouco de sua massa
encefálica e saibam
que tudo na vida tem dois
lados, ops! Quase tudo na
vida tem dois lados. Digo
a vocês, com toda certeza,
que 80% das brigas NÃO
PARTEM DAS TORCIDAS. Isso
mesmo, eu disse 80 por cento.
"Ah! mas passou na televisão
a torcida brigando com a polícia".
Eu concordo, passou sim, mas
a pergunta que fica é:
como tudo começou?
Sim, pois as imagens mostram
o confronto e, geralmente,
algum oficial dizendo que
somos culpados sem termos
direito algum de resposta
e, a partir dessa fala de
veículos da Imprensa,
já vai grande parte
da sociedade nos taxar com
os piores adjetivos que existem
na Língua Portuguesa.
É como digo: peguem
um jornal impresso, assistam
aos telejornais de várias
emissoras diferentes, ouçam
as rádios ou comprem
revistas diversas e observem
que 70% das matérias
falam sobre violência
e pasmem não teve jogo
naquele dia, ou seja, a sociedade,
em si, é violenta e
não é só
torcida. Exemplos temos dos
mais variados como: polícia
corrupta e violenta, padres
pedófilos, traficantes,
políticos bandidos,
juízes e delegados
que matam em frente às
câmeras e outros casos.
Agora pergunto: quais desses
seguimentos são formados
por torcedores organizados?
Aos generalizadores e aos
menos informados eu lhes digo:
TORCIDA ORGANIZADA É
PARTE DA SOCIEDADE E, LOGO,
ENFRENTA OS PROBLEMAS QUE
TODA SOCIEDADE TEM, e ainda
lhes pergunto: qual seguimento
consegue reunir pessoas com
classes sociais diferentes,
religiões diversas
e com várias opções
políticas fazendo entre
essas pessoas uma interação?
Resposta: A TORCIDA ORGANIZADA!!
Resumindo o que foi dito acima,
as torcidas têm seus
vândalos e marginais,
mas volto a perguntar: "Onde
não os temos?”
Quero mostrar a vocês
leitores que enfrentamos todos
os problemas que a sociedade
enfrenta, todavia, temos nas
organizadas um agravante:
a falta de credibilidade e
o preconceito com os quais
convivemos diariamente.
Outra face da questão
são os exemplos de
como as torcidas vêm
agindo já há
algum tempo nas questões
de cidadania e aí muito
se faz, mas pouco se mostra.
Afinal NÃO DÁ
AUDIÊNCIA!!!
Torcidas pelo Brasil todo
têm suas ações
em favor do próximo.
Vide as campanhas de doação
de sangue que foi feita pela
torcida do Vitória-BA,
Os Imbatíveis, as campanhas
de doações de
brinquedos e alimentos promovidas
na Dragões da Real,
Jovem Sport, Mancha Verde,
Os Fanáticos, Cearamor,
Máfia Azul, Galoucura
entre outras tantas. A Gaviões
da Fiel talvez seja o maior
exemplo em projetos sociais,
promovendo ações
caritativas o ano todo. Ressalto
ainda aqui que mesmo torcidas
não citadas do Norte,
Nordeste e de todas as outras
regiões do Brasil promovem
esses mesmos trabalhos e que
muitos nem sabem. Ora, o fato
de muitos não saberem
já é uma prova
muito grande de cidadania,
pois vamos raciocinar: se
não é mostrado
por que continuamos a fazer?
Afinal estamos fazendo média
para quem se quase ninguém
vê? Aqui vai, contudo,
a resposta: "Somos Humanos,
somos Cidadãos e queremos
promover o bem”.
Espero ter conseguido fazer
uma única pessoa ao
menos refletir e com isso
termino meu texto satisfeito
e com a sensação
de um grande dever cumprido.
Abra a sua mente. Pense!
André
Azevedo
Presidente da Dragões
da Real
Enfrentar
o Papa?
Nesta obra, que reúne
precisão e profundidade,
o(a) leitor(a) entenderá
porque a Igreja Católica
Apostólica Romana mantém,
em pleno século XXI,
o celibato do clero; a recusa
de ordenações
femininas; a nomeação
de bispos pela Nunciatura
Apostólica e não
pelo povo; o Primado do Papa;
a Cúria Romana; o Estado
do Vaticano etc.
Em poucas páginas,
de fácil leitura, é
possível percorrer,
com objetividade, aspectos
da História da Igreja,
da Teologia e do Direito Canônico
que projetam luzes sobre os
espinhosos temas tratados
neste livro com a segurança
e a didática de um
professor-filósofo.

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